No Trem d’Écrire

Eu jogo: alguma verdade a poucas mentiras…


Há 10 dias conversei, via Messenger, com alguém que nem conheço.

Tudo começou com esta imagem. E nossa conversa seguiu pelos trilhos de sair dos trilhos e empatias com descobertas do lado de lá e, indo adiante em associação com a análise, com descobertas do lado de cá.


Esta noite tive um sonho: ela me escrevia.

«Ana Carolina est en train d’écrire», aparecia.

Realização de desejo? E porque em francês?Meu Messenger está em Português mas meu WhatsApp em Francês, como a maior parte das minhas coisas eletrônicas.

Mas porque a troca de aplicativo? «En train d’écrire» é gerúndio, escrevendo, em curso de escrever, um presente contínuo.

Mas, entrando em outros trilhos, o «train» é trem, comboio, um elétrico talvez, um bonde, bom de…

A verdade é mentirosa: o trem que trama além do trilho. Um trem que vai, volta, descarrilha, des«train»belha, atropela essa cabeça de dentro como ela sugere. E que nem termina em uma estação pois é incompleto.

Facades:

Toc, toc, toc. De quem É?

Toc, toc, toc. De quem É?

Toc, toc, toc. De quem É?

Philip Glass.


What’s up?

Um elétrico chamado desejo…?

Verdade ou mentira?


25/Mai/2017
#Pseudo-Literatura#Flerte com a Psicanálise